Palácio de Versalhes: Tudo que você precisa saber antes de visitar

Palácio de Versalhes: Tudo que você precisa saber antes de visitar

Antes de se tornar no mais opulento palácio da Europa, o Palácio de Versalhes era apenas um pavilhão de caça de Luís XIII, no subúrbio de Paris. Foi o seu filho, Luís XIV, que resolveu fazer uma “reforminha” e transformar o local um modelo de residência real na Europa e expressão máxima do barroco.

Hoje, é simplesmente um dos castelos mais famosos no mundo. Ponto turístico obrigatório para quem vem à França, bem como os seus belíssimos jardins à francesa e o refúgio bucólico de Maria Antonieta.

Por isso, preparei um guia do Palácio de Versalhes com todas as informações que você precisa saber antes de visitar e um resuminho da história que é super interessante. Vem ver! 😉

 

COMO É O PALÁCIO DE VERSALHES

 

Para começar, o Palácio de Versalhes, ou Château de Versailles, foi construído para ser a residência do Rei Luís XIV. Dizem que o monarca queria um lugar não muito distante de Paris, mas o suficiente para estar afastado dos conflitos que aconteciam na época. Também queria estar em um lugar que pudesse ser mais fácil para avistar os inimigos de longe.

Além disso, Luís XIV queria criar um local para ser o centro da Corte Real e a sede do Governo da França, ou seja, um lugar onde  pudesse instituir uma Monarquia Absoluta. Cercado por bosques que foram uma grande área verde e jardins simétricos com canteiros, estátuas, vasos e fontes belíssimas, o Palácio de Versalhes ainda foi a moradia dos reis Luís XV e Luís XVI, os quais também fizeram reformas durante os seus respectivos reinados.

Um dos lugares mais visitados na França, em média oito milhões de turistas por ano, o Palácio de Versalhes serviu de inspiração para vários outros castelos mundo afora, como o Palácio de Herrenchiemsee, na Alemanha, e o Palácio de Schönbrunn, na Áustria.

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CHÂTEAU DE VERSAILLES

Transformado em museu, em 1837, o palácio impressiona não só pelo tamanho, mas também pelos ambientes extremamente luxuosos. Como por exemplo, o quarto do rei que era puro dourado e a Galeria dos Espelhos, em uma época onde o espelho era um item super caro.

Com 350 anos de história, o Palácio de Versalhes está organizado da seguinte forma:

Galeria da História do Palácio: Ao todo, são onze salas dedicadas à história da construção do palácio, com muitas obras e videozinhos para ver serem vistos enquanto se escuta o audioguia.

Grandes Apartamentos: Situada no primeiro andar, é a área onde está a famosa e maravilhosa Galeria dos Espelhos, com mais de 300 espelhos e lustres cheios de ornamentos, que era uma sala usada para festas e reuniões importantes. No mesmo andar, está o quarto do rei, da rainha e várias outras salas.

Apartamento das Damas: Esses apartamentos mega requintados pertenciam as filhas de Luís XV.

Salas Louis XIV: Diversas salas destinadas para cerimônias e eventos do rei, a família real e a Corte.

Galeria das Batalhas: Criado por Louis Phillipe no século XIX, tinha como objetivo celebrar todas as batalhas francesas através de trinta telas enormes que ocupam as paredes dos dois lados da sala.

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JARDINS DO PALÁCIO DE VERSALHES

Compostos por canteiros, bosques, estátuas, fontes e lagos, os jardins de Versalhes foram criados pelo paisagista André Le Nôtre o qual trabalhou durante muitos anos para o Rei Luís XIV. O projeto levou algumas décadas para ser finalizado e possui um estilo de jardinagem simétrico e, posteriormente, deu origem ao estilo “Jardim Francês”. É tudo tão alinhado e certinho que fica difícil não se apaixonar.

Para mim, é a parte mais delícia! Pois você tem inúmeras atividades para aproveitar dos jardins. Pode andar de bicicleta, fazer piquenique, andar de barco, caminhar ou simplesmente relaxar no gramado perto de um dos lagos. Claro que para fazer tudo isso, a melhor época é entre a primavera e o verão, quando está calor e os dias são mais compridos.

 

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GRAND E PETIT TRIANON

Com o passar dos anos, foram acrescentados várias outras construções independentes, dentre elas os palácios Grand Trianon e Petit Trianon.

O Grand Trianon é um palácio de mármore rosa e menor que foi construído em 1687 para que Luís XIV tivesse um lugar para fugir das formalidades da Corte (formalidades criadas por ele mesmo rs) e também manter o seu romance com Madame Montespan.

No reinado de Louis Phillipe, o Grand Trianon passou por uma restauração e vários cômodos foram totalmente modificados, como por exemplo o quarto de Luís XIV que virou o quarto da imperatriz Marie Louise e o anti-quarto do primeiro apartamento de Luís XIV passou a ser um sala de bilhar para os filhos de Louis Phillipe.

Petit Trianon foi projetado para Luís XV e sua amante Marquesa de Pompadour a qual faleceu antes do término da obra. Mas como o rei não perdia tempo, o palácio foi inaugurado, em 1769, com a presença da Condessa du Barry (a nova “amiguinha” de Luís XV).

Entretanto, o Petit Trianon está muito mais vinculado à imagem da rainha Maria Antonieta, esposa do Rei XVI. Pois foi ela quem repaginou tudo, transformando o lugar em seu refúgio longe da pompa toda da Corte. A rainha ainda pediu que uma parte dos jardins tivesse um estilo inglês, desenhado por Hubert Robert.

 

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DOMÍNIO DE MARIA ANTONIETA

Além do palacete Petit Trianon, o Domínio de Maria Antonieta (Domaine de Marie Antoinette) é composto por jardins, um lago e um pavilhão de festas exclusivos de Maria Antonieta. Ninguém podia entrar sem a sua permissão, nem mesmo o seu marido. Nesta área mais afastada do palácio principal, a rainha tinha privacidade para receber os seus convidados, em um ambiente bucólico e não tão cheio de frescuras.

Para chegar, é preciso fazer uma caminhada básica, mas o trajeto é uma delícia e você sente aquela vibe do campo. Ainda tem o Templo do Amor que é uma gracinha e merece uns cliques. 😉

 

 

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COMO VISITAR O PALÁCIO DE VERSALHES

Primeiramente, recomendo reservar um dia todo para o passeio, pois o palácio fica nos arredores de Paris e tem muitas coisas para serem vistas. Segunda dica, é comprar os ingressos antecipadamente no site oficial do Château de Versailles. Deste modo, você só pega a fila da entrada.

Um detalhe bacana sobre o site: é possível saber os dias com o maior fluxo de pessoas e a previsão do tempo de cada dia.

Feita a parte prática, ao entrar no Palácio de Versalhes, você tem duas opções para iniciar o passeio: A primeira sugestão é começar pelo castelo, com o audioguia (incluso no valor do ingresso e disponível em português de Portugal), para entender toda a história por trás do Palácio de Versalhes e do “Rei Sol”. Desta forma, você tem todas as explicações que permitem você criar uma linha de raciocínio para continuar o passeio. O ponto negativo desta opção é que a maioria das pessoas chegam e já vão direto para o palácio tornando algumas áreas super lotadas, como a Galeria dos Espelhos. Então uma alternativa para fugir da multidão é chegar o mais cedo possível.

A segunda sugestão é para quem detesta aglomerados. Inicie a visita pelos jardins e os palacetes, deixando o palácio principal por último. No entanto, vale lembrar que é um ponto turístico muito importante então sempre vai ter gente.

 

INFORMAÇÕES PRÁTICAS

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QUANDO IR AO CHÂTEAU DE VERSAILLES

Visitar o castelo é sempre uma ótima experiência, seja qual for a época. Contudo, durante o inverno, além de ser mais frio para caminhar pelos jardins e bosques, muitas esculturas são cobertas para não sofrerem desgaste com as baixas temperaturas. Como disse anteriormente, o passeio fica mais agradável e proveitoso durante a primavera e o verão.

Para evitar um mundo de gente, procure ir entre quarta e sexta, pois os demais dias possuem um fluxo maior de pessoas. Além disso, tente chegar cedo no castelo – os portões abrem as 9h.

 

COMO CHEGAR NO PALÁCIO DE VERSALHES A PARTIR DE PARIS

Para mim, a melhor opção é pegar o RER C5 (passa por várias estações dentro de Paris) e descer na Versailles Rive Gauche que é a estação mais próxima do castelo. Mas deixo aqui embaixo todas as opções disponíveis:

– De trem desde a Gare Montparnasse até a estação Versailles Chantiers;

– De trem desde a Gare Saint Lazare até a estação Versailles Rive Droite;

– De RER, linha C, que para nas estações Versailles Chantiers e Versailles Rive Gauche.

Obs.: No site www.ratp.fr/itineraires você consegue planejar a rota direitinho.

 

 

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INGRESSOS

O passaporte de um dia custa 20€ e dá direito acesso ao Château, Grand e Petit Trianon, jardins e parque, Domínios de Maria Antonieta e exposições temporárias.

Acesso gratuito:

– O acesso aos jardins é gratuito, exceto durante a alta temporada (de 31 de março a 31 de outubro).

– O primeiro domingo do mês, entre novembro e março, tem entrada gratuita.

 

HORÁRIOS

Castelo: Aberto diariamente, exceto segunda-feira, das 9h às 18h30

Jardins: Aberto diariamente, das 8h às 20h30

 

TRANSPORTE INTERNO

Bicicleta: 5,50 € meia hora e 7,50 € a hora

Trenzinho: 7,50 € (Te leva do Château até o Grand e Petit Trianon)

Barco: 13 € meia hora e 17 € a hora

 

 

COMER E BEBER

Dentro do Palácio de Versalhes, você tem algumas opções (mais caras) para comer e beber, tais como: o Salon de Thé Angelina, com várias coisas delícias; o restaurante Le Grand Café d’Orléans e o contemporâneo Ore do chef estrelado Alain Ducasse. Nos jardins, há bem mais lugares para comer (e mais baratos também), como a Brasserie de la Girandole,  instalada bem no meio do jardim. Além dos restaurantes, os jardins estão cheios de quiosques para fazer uma refeição rápida ou tomar um suco de laranja natural.

 

 

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Uma resposta

  1. Bom salientar tb que há uma quadrilha assaltando os turistas dentro de Versailles. Apesar de avisarem o tempo todo pelas caixas de som, minha filha teve a máquina fotográfica furtada sem que ela nem se desse conta do momento que cortaram a alça do ombro dela.

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