Maison Ruinart: Conheça a mais antiga casa de champanhe (e uma das melhores)

Maison Ruinart: Conheça a mais antiga casa de champanhe (e uma das melhores)

Quem aprecia um bom champanhe (ou champagne) certamente já deve ter ouvido falar da marca Ruinart. Além de ter o título de uma das melhores marcas de champanhe, possui um papel importante na história dessa bebida que é tão apreciada mundo a fora.

Por isso, para quem estiver planejando visitar Reims e a região, recomendo conhecer a Maison Ruinart. Assim como as demais marcas, durante a visita guiada, você aprende sobre a história da marca, como é o seu processo de fabricação, além de conhecer as instalações e degustar um bom champanhe, claro.

Junto com meu marido, visitei a Maison recentemente e decidi compartilhar a minha experiência com você. =)

 

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Por dentro da história da Ruinart

A Ruinart foi a primeira marca a comercializar o champanhe. Antes dela, esse “vinho espumante” que foi descoberto por acaso, era consumido pela realeza. Por ser uma bebida que só podia ser transportada em barril, era algo bem caro.

Em 1729, após o rei Luís 14 liberar o armazenamento da bebida em garrafas, o comerciante Nicolas Ruinart criou a Maison Ruinart. Entretanto, as primeiras garrafas nem chegaram a ser vendidas de fato, pois elas foram oferecidas aos melhores clientes de Ruinart.

Por volta do século 18, sabendo que estava na região das crayères (grutas e túneis subterrâneos), Nicolas decidiu usar esse espaço embaixo da terra como “adega natural” para envelhecer as garrafas de champanhe.

Com o tempo, outras marcas de champanhes surgiram e também se instalaram na mesma região. O fato de ter chegado primeiro nessa área, garantiu à Ruinart o maior número crayères (24 das 100 que existem em Reims) e as mais profundas, com 40 metros de profundidade.

 

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Visitando a Maison Ruinart em Reims

Para fazer a visita, é preciso reservar com antecedência pela internet. Normalmente, são visitas guiadas em francês ou em inglês. No entanto, você pode enviar um email solicitando em português.

A pessoa quem faz em português é uma francesa muito simpática que estudou em Lisboa e adora quando vai gente com quem ela pode gastar seu português.

Então ela começou explicando toda a história por trás da marca, desde o início até os dias de hoje. Na sequência, descemos ao primeiro nível dos túneis, onde já dava para ver algumas garrafas envelhecendo e máquinas usadas em parte do processo de fabricação.

Descemos até chegar ao poço mais fundo, 40 metros abaixo da terra. Para ter uma noção, ela nos disse que é a mesma altura da Catedral Notre-Dame de Reims… Imagina! Durante toda essa caminhada, a guia nos conta várias histórias e informações interessantes.

Para finalizar a visita, degustamos duas taças de champanhe, sendo uma Ruinart e outra Dom Ruinart. Você pode escolher o tipo de champanhe, rose ou blanc de blancs (branco dos brancos). Eu escolhi o rose e meu marido o blanc de blancs e assim provamos todas. Quem nunca? hehe Então posso dizer, os dois tipos são maravilhosos!

 

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Champanhes Ruinart

R de Ruinart: uma champgne branca feita a partir das uvas pinot noir (60%) e chardonnay (40%). Versão mais barata da marca ideal para aparitivo.

Ruinart Rosé: produzido com as uvas pinot noir (55%) e chardonnay (45%). Ideal para aperitivos e carne vermelha.

Ruinart Blanc de Blancs: feito exclusivamente a partir de uvas do tipo chardonnay. Deve ser consumido fresco, em temperaturas entre 8 e 9 graus.

Dom Ruinart: linha premium da marca, são champanhes de safra e envelhecidos por mais tempo (e com um sabor divino).

 

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Preparando a visita

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As visitas acontecem entre março e novembro, de terça a sábado.

Contudo, minha sugestão é ir entre os meses de julho e setembro, pois é quando faz calor e está tudo verdinho. Além disso, você aproveita melhor a cidade de Reims. 😉

Reserva online: https://www.ruinart.com

Endereço: 4 Rue des Crayères, 51100 – Reims

 

Ficou alguma dúvida? Tem algo para acrescentar? Deixa nos comentários! 🙂

Bisous,

Rafaela

 

*O Vem Comigo visitou a Maison Ruinart a convite da marca. No entanto, o conteúdo do post reflete apenas a opinião da autora.

 

2 respostas

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